OUTRA VITRINE

Odoya em fotos

Publicado em Outros por Renata em 3 03UTC fevereiro 03UTC 2010

Só Yemanjá mesmo para me fazer voltar às boas fotos. Essa é, certamente, uma das festas populares mais lindas e coloridas (com muito contraste), onde o religioso e o profano se encontram. Cheguei no final da manhã. A praia estava lotada. Muita gente levando pente para desenbaraçar os cabelos da nossa mãe. Outros mais ecologicamente corretos preferiram deixar rosas e pedidos à beira-mar.

Muitas rodas de capoeira pelas ruas do Rio Vermelho…

Eu tenho um pouco de receio de tirar foto desses momentos. É muito íntimo de quem participa. Mas ali é tudo visual. Para ser mostrado mesmo. Uma vitrine da cultura baiana.

Espertas são essas crianças. O calor estava daquele jeito.

Essa foi a melhor foto.

Depois de um bom Esquema Novo, morgar com essa vista foi providencial.

Não sou fotógrafa. Mas, vale lembrar que todas essas fotos são minhas.

Nirvana por Maglore vs Foo Fighters por Starla

Publicado em Dicas, Música por Renata em 2 02UTC fevereiro 02UTC 2010

Segue o release que fiz para o evento da próxima quinta. “Segue” é muito assessoria de imprensa. Até quando ficarei nisso?

Vai lotar fácil. Essa onda de cover deve estar dando certo para os donos desse bar e para as bandas também. É bacana a ideia. Quem não tem cão (leia-se mora em São Paulo/Rio para ver os originais), caça com gato (leia-se vê os covers por aqui). Estão prometendo cover de Guns ‘n’ Roses e Bon Jovi. E ainda rola Coldplay (meu esquente!) e Strokes antes. Boas pedidas.

 

A noite do dia 4 de fevereiro promete ser um grande revival para quem sente saudade dos tempos de glória do grunge. Na ocasião, duas bandas sobem ao palco do Groove Bar (Barra), para celebrar esse estilo, em um duelo onde o público deve sair como grande vencedor. Nirvana e Foo Fighters, bandas de referência quando o assunto é rock, serão representadas pelas baianas Maglore e Starla, respectivamente. 

FOO FIGHTERS POR STARLA

De um lado, os anfitriões da Starla prometem relembrar os maiores sucessos da banda formada por Dave Grohl, uma das mais queridas do rock mundial, até os dias atuais. Os rapazes vão passear por hits de todos os álbuns de estúdio, incluindo o One by One, The Colour and the Shape e, claro, do renomado There is nothing left to lose, onde estão Learn to fly, Next Year e outros clássicos do Foo Fighters. O grupo surgiu em Seattle, em 1995, e possui seis discos de estúdio, três deles com o título de “Melhor álbum de rock”, pelo Grammy

A Starla surgiu em 2004, entre amigos dos tempos de escola, e faz um indie rock com referências, além do Foo Fighters, de Smashing Pumpkins (donos de uma música que inspirou o nome da banda), Muse, Pato Fu e Engenheiros do Hawaii. Já em 2005, a banda de Ricardo Longo (voz, guitarra e violão), Ted Simões (guitarra, teclado e vocais), Daniel Rebouças (guitarra, teclado e vocais), Rafael Zumaeta (baixo) e Bruno “Grilo” Guimarães (bateria) lançou o EP O Amanhacer em Minas Gerais, abrindo as portas para uma trajetória no cenário independente. O repertório terá espaço para canções da banda, que trabalha o disco Euforia, lançado em 2008, com doze faixas. 

NIRVANA POR MAGLORE

Do outro lado da disputa, a Maglore, que já desponta como aposta musical para 2010, vai reverenciar aquela que foi a principal banda da geração grunge. Aqui, o quarteto vai descarregar toda sua energia em clássicos como Lithium, About a Girl e Heart-Shaped Box e a lado b Sappy (Verse Chorus Verse), presente para os verdadeiros fãs do Nirvana. Essa será a primeira vez que a Maglore tocará ao vivo músicas do trio americano liderado pelo ídolo rocker Kurt Cobain. 

Também terão espaço no show as músicas do EP Cores do Vento, que já estão na boca do público, como Lápis de Carvão e Todos os amores são iguais. A Maglore, formada por Teago Oliveira (guitarra e voz), Eric Pretti (teclado e escaleta, mas que ,no evento, assume uma das guitarras), Nery Castro (contrabaixo) e Igor Andrade (bateria) cresce a passos largos, somando muitos fãs e diversas vitórias em festivais de música. O som da banda, que surgiu há pouco mais de sete meses, passa pelo rock britânico e pela leveza da musicalidade popular brasileira, o que resulta naquilo que o grupo definiu como rock tropical

O caloroso embate está marcado para 22h, com discotecagem do DJ Pingüim nos intervalos dos shows. Os ingressos custarão R$20 e R$15 (nome na lista do Groove Bar, no Orkut). 

SERVIÇO:

O quê: Nirvana por Maglore X Foo Fighters por Starla

Quem: Maglore e Starla + DJ Pinguim

Quando: 04.02.10 [quinta-feira]

Onde: Groove Bar. Rua Marques de Leão, Barra.

Quanto: R$20 e R$15 (nome na lista do Groove Bar – Orkut)

Horário: 22h

Obs: A cerveja é dobrada até 0h. Mulheres pagantes que entrarem em grupo de cinco ganham de brinde uma garrafa de vodka Smirnoff.

Shine a Light

Publicado em Dicas, Outros por Renata em 2 02UTC fevereiro 02UTC 2010

Shine a Light é a cara de Martin Scorsese. Até a mania insuportável de fazer edições rápidas ele conseguiu imprimir com firmeza no documentário (de ação) sobre os heróis dos Rolling Stones. Por isso não gosto muito dos filmes de Scorsese, porque não gosto de muita rapidez nas cenas. Gosto de prestar atenção nos detalhes. E o cara tem que se garantir muito para fazer um filme de imagens reflexivas. Scorsese, no entanto, fez um senhor filme chamado Taxi Driver. Agora, meu amigo, se for para ver longa com bastante ação e gansters de verdade, prefiro ver trabalhos do Tarantino.

Mas Shine a Light é classudo demais e vale cada minuto assistido.

“Eles não podem se calar”

Publicado em Matérias, Música por Renata em 16 16UTC novembro 16UTC 2009

*Cobertura publicada no site Salvador Alternativo.

 

Se o personagem símbolo da sexta-feira 13 foi criado nos anos oitenta, nada mais justo que uma festa com o rock feito nesse período para se lembrar dessa data. Uma forte e improvável chuva não trouxe azar à segunda edição da Troca de Segredos, evento que celebra o berço do rock feito na Bahia. Dessa vez, a banda anfitriã Coveiros do Cover recebeu a Urublues, que fez um set em cima do chamado BRock. Assim como na primeira edição, a Troca foi ambientada no clima de confraternização entre os amigos da banda e amantes do bom e velho rock baiano da década de oitenta

Pouco mais de meia-noite e os Coveiros do Cover sobem ao palco. O grupo foi formado, em meados do ano passado, por ex-integrantes da 14º Andar, Espírito de Porco e Ramal 12, grupos independentes que fizeram barulho na cena rocker baiana da época. Com o som ainda esquentando, os veteranos tocam, no início do repertório, o sucesso Você não pode se calar, música da 14º Andar, presente do disco Diversão do Novo Mundo

Na sequência, o vocalista David Roth (ex-Espírito de Porco), vestido com uma camisa do disco London Calling, anuncia uma dos hinos do punk mundial. Should I stay or shoud I go, do Clash, deu início à animação do público, até então observador. Fizeram parte do set list outras importantes músicas para o rock, como Phyco Killer (Talking Heads), Substitute (The Who) e Sweet Jane (Velvet Underground). Roth lembrou da sintonia entre a decoração do Groove Bar e a ideia da festa antes de tocar The KKK took my baby away, dos Ramones. 

O show ainda contou com diversas participações especiais. Miguel Cordeiro, da banda Koyotes, Messias, ex-Brincando de Deus e atualmente em carreira solo, e o guitarrista Karl Franz, ex-Camisa de Vênus, ajudaram os parceiros da Coveiros a exumarem clássicos como O Adventista, do Camisa. Entre os convidados, o destaque foi Eduardo Scott, ex-vocalista da lendária Gonorréia, segunda a despontar na cena, depois da banda de Marceleza. Com visual punk, Scott cantou Coma lixo pra morrer banguelo e a empolgante Satânico Telúrico, um dos pontos altos da noite. A apresentação dos Coveiros do Cover foi fechada com o sucesso Axé, música da Espírito de Porco, e o hino dos punks, Anarchy in the UK, dos Sex Pistols. 

No intervalo, o DJ Pingüim, residente da casa, manteve o clima oitentista, em discotecagem especial para a Troca. Já eram quase duas da manhã quando a Urublues subiu ao palco. Com o repertório mais main stream, eles tocaram o que há de melhor no BRock. Não faltaram Vital e sua moto, dos Paralamas, Rebelde sem causa, do Ultraje, Núcleo Base, do finado Ira!, e até Eu que não amo você, dos Engenheiros do Hawaii. Aqui, Gustavo Mullen, ex-Camisa de Vênus, entra no jogo e toca algumas músicas com a banda, dentre elas a essencial Eu não matei Joana D’arc.

Com uma quantidade de público razoável, mas não ideal, a segunda edição da Troca de Segredos provou que ainda há muito o que se mostrar sobre a história do rock baiano. Entre os presentes, amigos das bandas e poucos representantes das gerações mais novas, o que não chegou a tirar o brilho da noite e a diversão de quem foi curtir a sexta-feira 13 em grande estilo. 

A banda Coveiros do Cover é formada por David Roth (vocais), Marcão Botelho (baixo), Jerry Marlon (guitarra), Guiga “Bluesrock” (bateria) e Marcos Clement (guitarra).

 

Essa festa deveria acontecer sempre. Os Coveiros do Cover é uma banda que representa uma parte importante da história do rock baiano. Uma pena é perceber que poucas pessoas dão valor a isso. Achei estranho ver apenas um representante dessa nova geração – e que tinha ido ver o “brother” da outra banda. Uns dizem que seriam “um bando de velhos” querendo ressuscitar o passado. Mas, quem não reconhece o passado, não faz o presente e não muda o futuro, já disseram.

Festival de Músicas Mestiças

Publicado em Uncategorized por Renata em 15 15UTC novembro 15UTC 2009
músicas mestiças 017

Bélo no palco do Museu du Ritmo

Acontece hoje, no Museu du Ritmo (Comércio) a última noite do Festival de Músicas Mestiças. Em primeira edição realizada em Salvador, o evento, que faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil, reúne artistas musicais da cultura francófona e músicos baianos, ambos de matrizes africanas. A ideia é reforçar o diálogo entre essas linguagens. Como o próprio Bélo [foto] comentou em sua apresentação, ele tem muita influência de música brasileira, provando a ideia da festa. Ele dividiu o palco com Margareth Menezes, que cantou três músicas com o haitiano. Antes, esteve no palco o grupo Percussivo Novo Mundo.

Depois do show de Bélo, foi a vez de Didier Awadi, do Senegal. Ele começou a apresentação com sua banda, mas logo a cantora Mariella Santiago se juntou ao senegalês, tomando a atenção. Mariella esteve todo o tempo em sintonia com Didier e fez da sua participação a melhor da noite, ficando quase todo o show no palco.

O festival teve início na sexta-feira, 13, e termina hoje com Mounira Mitchala, do Chade, com participação da percussão do Olodum, e Tiken Jah Fakoli, da Costa do Marfim, que se apresenta com junto a Lazzo Matumbi. O evento é dominado por artistas, turistas e “exceções” que apreciam a boa música africana.

 

Não só parte das comemorações do Ano da França, mas o Festival de Músicas Mestiças integra um quadro de excelente programação musical da cidade. Eventos da FUNCEB, por exemplo, levaram boa música ao Pelourinho, como Maria Gadú, Mariana Aydar, Maquinado e Macaco Bong no Música em Todos os Ouvidos.

A volta

Publicado em Outros por Renata em 14 14UTC agosto 14UTC 2009

É hora de para de ter medo de não conseguir fazer as coisas. Hora de parar de ter medo do potencial. Esse potencial que é meu e que, aos poucos, vai se perdendo aqui.

Isso é tão Kafka.

Para começar bem o final de semana

Publicado em Matérias, Música por Renata em 12 12UTC julho 12UTC 2009

cavern

O local não está exatamente no circuito alternativo de Salvador, mas faz sucesso com banda e boa parte do público que circula na chamada “cena”. De janeiro para cá – quando o bar 30 Segundos foi inaugurado – a Cavern Beatles, melhor banda cover do gênero na cidade, vem atraindo público diverso, em um espaço que propicia aos alternativos momentos de mainstream e vice-versa. Isso parece ser tendência em muitos bares da cidade, que vão apostando no pop cada vez mais rock para animar a noite das pessoas que frequentam outros circuitos.

 

Sempre às sextas-feiras, o 30 Segundos recebe, em média, duzentas e cinquenta pessoas, que dançam ao som de megahits como Twist and Shout e Help e canções alternativas dos Beatles; I’m a loser e When I’m sixty four, são algumas destas. Os momentos de Run for your life, All my loving e Oh Darling também são destaques. A banda é afiada, com músicos que não deixam a desejar.

 

Mesmo quem não conhece ou não se diverte com o quarteto mais adorado da música pop mundial, pode aproveitar a segunda parte da apresentação, quando rolam clássicos do Dire Straits e Chuck Berry , Detalhes, do nosso Robertão e até Whiskey a Go Go, do Roupa Nova. Os rapazes ainda incrementam a noite com brincadeiras com o público (correio do amor) e roupas que remetem diretamente ao clima da Sargent Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

                                           

“A animação da banda, o repertório, o local agradável e, principalmente, a publicidade boca a boca”. Marccela Vegah, 20, já foi ao show oito vezes e explica porquê frequenta o evento. A estudante, que anda no meio alternativo, conta que já levou as amigas para conhecerem o grupo, e estas também já levaram outras pessoas.

 

 Pronto, está aí a fórmula da bem sucedida temporada de shows que a Cavern Beatles vem fazendo no 30 Segundos, que fica em um dos locais mais alternativos da cidade, o Rio Vermelho. Coincidência ou não, a localização do bar faz a diferença, e acaba sendo uma opção diferente para quem não consegue pensar em diversão além da orla do bairro. Boa dica para começar bem o final de semana.

 

Cavern Beatles – Banda formada em 2006, como um projeto paralelo da Starla, por Ted Simões (voz e violão) e Rafael Zumaeta (baixo), da formação original, Eric Assmar (guitarra e vocais), que também toca com Vandex, Estevam Dantas (teclado e vocais) e Pedro Dantas (bateria e vocais). O grupo tem no currículo shows promocionais e apresentação em alguns bares da cidade.

Aproveita o saco e joga no lixo

Publicado em Música por Renata em 16 16UTC junho 16UTC 2009

sacos 2

Jogar no lixo. É isso que se deve fazer com o novo cd dos Titãs. Aproveita o nome do disco, e joga no lixo.

 

 

 

Os Titãs já vinham em franco declínio, com a lançamento de álbuns cada vez mais sem razão e com a cara da Rede Globo. Sacos Plásticos, no entanto, encerra aquela que, um dia, fora uma grande banda. Para começar, a produção do trabalho foi entregue a um dos piores produtores do mercado. Rick Bonadio, um cara que estraga tudo o que cai em suas mãos, sobretudo o que é rock, conseguiu piorar o já ruim trabalho dos Titãs. Se com Como Estão Vocês, você ainda tinha certa paciência com uma Eu não sou um bom lugar da vida, em Sacos Plásticos, não há nada aproveitável.

O problema de Bonadio é que ele acha que todas as bandas de rock devem ser iguais. Ele não respeita as particularidades de cada uma. E, como não bastasse, ele ainda bestifica o som, as letras e tudo o que possa fazer parte do álbum. Foi assim que fez com o Ira!, banda que acabou logo após lançar o Invisível DJ, produzido pelo cafetão Bonadio. O que dizer de um produtor que coloca a dupla Nasi e Scandurra para executar uma música de Rodrigo Koala, vocalista da péssima Hateen? Não há o que dizer.

O que foi feito com os Titãs foi parecido. Apesar de não ter colocado os veterenos para tocarem Charlie Brown Jr ou Fresno, o álbum tem batidas eletrônicas constrangedoras e desnecessárias, que igualam Sacos Plásticos a qualquer disco desses grupos que nascem só para entrar na trilha sonora de Malhação.

Amor por dinheiro, Múmias e Problema, com participação de Arnaldo Antunes na composição, são as mais imaturas. Porque eu sei que é amor e Deixa eu sangrar são reprises das baladas chatas que vêm colocando os Titãs na mídia. Estas, no entanto, não possuem nenhum potencial para sequer tocar na rádio. De fato, Antes de você, primeiro single do disco, é a melhor, apesar de provocar vegonha alheia escutar um homem de 45 anos, no mínimo, cantando: “não saio mais pra passear, só quero ir aonde você está”. Ainda há uma música em parceria com Andreas Kisser, Deixa eu entrar, que não desperta nenhuma atenção.

Não percam tempo com Sacos Plásticos. E só apareçam em show dos Titãs na turnê de comemoração dos 30 anos da banda.

Zii e Zie na Concha

Publicado em Música por Renata em 7 07UTC junho 07UTC 2009
Tímida descontração

Tímida descontração

As músicas do Zii e Zie são muito melhores ao vivo. As versões de Não identificado e Água, música de Kassin + 2, combinaram com a estética do show, marcando os melhores momentos da noite. O resto é crítica.

A gente sempre espera mais de Caetano. E, dessa vez, as expectativas não foram superadas. Foi uma apresentação redonda, bem executada. Até demais, arrisco dizer. Nenhum improviso, nenhuma polêmica, nada que marcasse o lançamento desse novo álbum de Caetano Veloso em Salvador. O problema, como já havia comentado, não é da banda Cê ou do mestre, e sim do disco.

Uma mudança ou outra no set, uns ajustes em algumas versões, e o show estaria perfeito para acontecer na sala principal do TCA.

E ela também estava presente, de branco, como sempre. Dona Canô é uma atração à parte.

Sem Cais continua sendo a melhor do disco. Base de Guantánamo, no entanto,  surpreende a cada escuta, sobretudo ao vivo.

Caetano Veloso e a banda Cê

Caetano Veloso e a banda Cê

 

post

(Apenas) Danilo já basta

Publicado em Outros por Renata em 31 31UTC maio 31UTC 2009

blog

Danilo Gentili fez o melhor dos três stand-up comedies. Sem precisar de exageros ou fazer caras e boas, ele conseguiu, apenas com o texto, fazer um TCA lotado cair na gargalhada. Não muito o que acrescentar: público e show foram bastante parecidos, com a diferença que Gentili não fez nenhuma piada exageradamente preconceituosa – e aqui já é uma opinião bem pessoal. Sabia que seu humor era mais político, mais crítico, o mais inteligente dos três. Ele ainda mostrou-se antenado com os problemas de Salvador, quando fez uma piada sobre João Henrique e o lendário metrô (“quando o metrô sair, já vai existir teletransporte…”).

Por um momento, logo no início, achei-o um pouco nervoso. Também pudera, encarar um Teatro Castro Alves lotado, em um show que costuma ser mais intimista, não deve ser nada fácil.

O saldo desse festival de stand-up comedy foi bastante positivo. Descobri que bem aqui, na Boomerangue, está rolando, todas as quintas, esse tipo de show de humor. Vou procurar saber mais para colocar as informações aqui.

 

Nota: Danilo estava com (exatamente) a mesma roupa que Rafinha Bastos: calça jeans claro, camisa preta surrada e all star preto.